Domingo, 26 de Setembro de 2010

Mudança

Meus amigos,

Tenho ficado estimuladamente apaixonada por este universo dos blogs, e parece que tenho inspirado também, sinto-me feliz por isso, por saber que de certa forma o meu canto também é vosso, e ao identificarem-se com ele dão-me razão para continuar a vir aqui constantemente. Neste momento estou numa calmia perfeita, agora, vou fazer isto a uma escala maior vou para o blogger (venham também), portanto esta página vai desaparecer dentro de uma semana, e podem seguir-me no meu novo link rita-inquietude.blogspot.com.

 Acompanham-me neste voo? A porta está aberta, entrem sorrateiramente como uma breve lufada de ar "primeiro estranha-se, depois entranha-se"

 

publicado por Rita Andrade às 15:17
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Pressa

Fizemos o amor à pressa, e eu não gosto de fazer nada à pressa, nem o amor.

E ainda digo mais:

O que é o amor? Não sei, para mim amor é dedicação...e tu não ma dás. Por isso...

publicado por Rita Andrade às 01:52
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Sábado, 25 de Setembro de 2010

poeira

Lá fora nos jardins onde se plantam as sementes, há uma árvore tão velha quanto eu. Os galhos foram invadidos pela cor (verde). A grama cresceu e já passa para lá dos joelhos. Pelas rachaduras do tronco, eu subo ao topo. Aii, quantas vezes já escalei a árvore pra ver o mundo e quando os ventos vinham para me derrubar eu segurava-me firme, tão firme como quando tu seguravas em mim! I held on as tightly as you held onto me... Porque eu construí uma casa para ti e para mim, até ela desaparecer de mim e de ti...

 

And now, it's time to leave and turn to dust...

publicado por Rita Andrade às 23:45
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Conhece

Na minha família não se fala de mariquices mas, de vez em quando, há gestos destes, de ternura escondida, como quem não quer a coisa. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar. Deve-se gostar das pessoas sem lhes mostrar? Pelo menos entre nós é assim: não há elogios, não há censuras, raramente há perguntas. Para quê? Há um estar ali que é já tanto. Diz-se sem as palavras e percebe-se que se diz e o que se diz porque o clima, não sei explicar de outra maneira, se torna diferente. Não falamos do que cada um faz: a gente sabe. Do que cada um sente: a gente sabe. Não se fala do sofrimento, não se fala da alegria: a gente conhece.

Estou a deliciar-me com o António Lobo Antunes e com o Stevie Dance:

publicado por Rita Andrade às 17:18
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

estoiro

Photography Graphics, Tumblr Photography

A violência da vida bate-nos em cheio na cara. Procuramos abrigos, e todos cedem, e nenhum é suficiente. Recordamos a paz que perdemos como o bem mais precioso... ignoramos o caminho que nos traga de volta a nós próprios. Falta-nos a coragem, mas para ela nem encontramos motivo. O Mundo está todo num mal-entendido que aguardamos que se resolva ou estoire e enquanto nada acontece, sofremos. Agarramo-nos a coisas que se nos escapam por entre os dedos. Mas de que nos vale viver na iminência que nem "cadáveres adiados"? A vida é demasiado efémera para se perder em constantes tentativas de provações daquilo que nem sequer somos, aos outros. Não atraiçoem os vossos sentidos, provem a voçês próprios o que ainda podem ser!

publicado por Rita Andrade às 22:34
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Melodia

 

Espero que sintam a melodia, bem como a sua letra, tal como eu sinto.

publicado por Rita Andrade às 00:15
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

The Corner

 Photography Graphics, Tumblr Photography
 
 
Não há dias para falar de amor como não há amores que padecem somente em dias.
Já fizes-te loucuras por amor? Lembra-te tem de ser algo de verdade, limpido e transparente.
Tenho pensado bastante no J. Como o amor é bonito em pequenos recantos (metamorfoses do amor)
publicado por Rita Andrade às 23:43
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Desprendimento

O que se passa comigo? Às vezes sinto vontade de gritar, abanar-me freneticamente como quem abana um produto, um objecto...

O reflexo do espelho onde me vislumbro embacia-se, numa névoa carregada esconde a pessoa louca, sim aquela que é louca por viver, louca por falar, louca para ser salva, desejosa de tudo, mas tudo não é mesmo que "o que toda gente quer". Agora já não estou louca, estou apenas na moda, no mundo de aparências impingidas e camufladas, e o pensamento sobre tudo o fomos e o que somos resume-se isto, a uma compulsiva onda de inveja, histerismo e consumismo.

Eu canso-me facilmente das coisas que me rodeiam, mantenho o pragmatismo e sou desprendida, e não para estar constantemente a seguir anúncios itinerantes, liberto-me porque me canso da monotomia, dos dias e das pessoas tão iguais a tantos e tantas outras.

Torna-te num quadrado por entre milhares de pontos iguais, age com dignidade, porque não somos coisas, não temos preço, somos pessoas na qual reside um problema: somos comuns, vulgares com um medo infindável de transparecer a essência da qual somos dotados.

Photography Graphics, Tumblr Photography
publicado por Rita Andrade às 23:07
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Queima, queima

Há algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se tu soubesses como é terrível obter o conhecimento de repente - como um relâmpago iluminado a Terra! Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como o gelo. É como se tivesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos. Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano. Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.

Frida Kahlo

publicado por Rita Andrade às 00:18
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

...

L. és açúcar, clareza e orvalho. Meu amigo lembra-te sempre destas palavras, que é a mais pura das verdades:

E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

Miguel Sousa Tavares

publicado por Rita Andrade às 17:59
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